sábado, 14 de janeiro de 2012

Fénix

Dizem que quem passa pelo Ganges perde todo o medo e renasce como a Fénix. Assim, e sem ser excepção, o meu blog que começou por ser considerações sobre fotografia, começou a transformar-se num intenso diário que hoje vai repousar, (creio) o seu capítulo sobre a Índia. Haverá no futuro outras adendas, umas novas outras do baú... todas agora sacramentadas pelo poderoso Ganges que até tem golfinhos e crocodilos!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Tree Hunter

Em contextos vulgarmente retratados, é sempre vantajoso encontrar um ângulo que não seja o ponto de vista de quem está no solo. Pontos mais altos, paralelos e afins dão-nos sempre algo mais sobre o que achamos já ter visto vezes sem conta... Quanto ao facto de fotografar pessoas no mato, a camuflagem não é grande preocupação, pois a mente está treinada para procurar formas humanas...  

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Human

Há momentos em que não podemos planear o ângulo ou a contraluz e aí a velocidade conta mais para um momento especial. Esta imagem contém uma energia muita própria de fábula, em que os animais falam como pessoas, ou pelo menos comunicam numa linguagem transversal ao palato: o olhar e o gesto...

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Ângulo audaz

Por vezes o dramatismo de uma fotografia assenta precisamente na ousadia de ser despudorado e abordar o ângulo que sacie as curiosidades mostrando a naturalidade de processos como o nascimento...

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Paradoxos do Hinduismo

Na cultura Hindu, no ponto mais evoluido da estrutura das castas, um homem termina o ciclo da sua vida abdicando de todos os valores materiais. Ele passa a encontrar morada nas ruas e fecha um ciclo elegante entre a mendicidade e a dignidade... Deitado ao seu lado pude sentir um pouco destes dois lados! 

sábado, 31 de dezembro de 2011

A direcção da voz e do olhar...

A semiologia diz-nos que é a linha dos ombros que dita a zona da fotografia que deve "respirar". Assim, a despeito da voz e do olhar, pode-se respeitar esta regra intenssificando a curiosidade de quem contempla a imagem... Com quem falava? o que dizia? Jamais saberei pois este senhor da velha Delhi falava hindi com o seu passageiro de riquechó velado pelo para-sol...

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Benetton

Chamo-lhes imagens benetton, com crianças fôfas a olhar de frente para a câmara. Neste caso, a criança é de rua, vive numa aldeia chamada Rajput, em Uttar Pradesh. Os países onde o direito à privacidade não é conhecido, respeitado, exacerbado ou sequer considerado, encontra-se a possibilidade livre de fotografar crianças sem o tal complicómetro europeu e norte-americano... E de facto as crianças têm a sua magia muito fotogénica!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Passado













A bruma e o fumo sempre nos transportam ao passado. Assim é o caso no Ganges que banha Varanassi, em que a nebelina matinal do rio se mistura com o fumo das piras funebres... uma luz muito própria que se repete de forma intemporal. Mais um aspecto cusioso da semiologia...

domingo, 18 de dezembro de 2011

Demografia a uso

Na estação ferroviária de Chatrapati, Bombaím, a densidade populacional leva a um contínuo fluxo de gente. Os ambientes urbanos asiáticos frequentemente providenciam excelentes temas para retratar a massa humana na sua forma mais una e indiferenciada...

domingo, 30 de outubro de 2011

Exposição ao vento

Um projecto especial, de uma natureza tão profunda quanto simples. As ramificações deste trabalho estendem-se a quastões socio-económicos, politica internacional mercantil, importação de valores externos e desintegração de raizes culturais. Inaugurou a final de Setembro e segue patente até ao final de Dezembro. Com orgulho congratulo Fúlvia Almeida e Ana Medeira pelo excelente trabalho de equipa! No que me diz respeito, foi o meu primeiro trabalho com apresentação nas ruas do centro histórico de Faro. Contudo a expo segue, quase como um pedi-paper, adentro do Museu Municipal de Faro, culminando numa projecção vídeo muito avant-gard!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Vazio Expressivo

Por vezes a ausência de referências de local contribui de sobremaneira para destacar um dado tema ou actividade. Neste exemplo a imagem resume-se a uma tabela de basketball, um jogador e a bola. A imagem foi recolhida em contraluz aquando do ócaso, assegurando que não existe mais informação que a descrita. Este género de imagens apresenta um considerável potencial publicitáro por ser trasnversal a muitas culturas e contextos, podendo ser associada a qualquer mensagem externa como: "Dedique-se ao desporto de Sol-a-Sol...".

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Casamento

O cerimonial de quem se prepara para um dia de labuta pode bem ser semelhante ao de um casamento perpetuado diariamente. Nesta imagem intitulada "O véu laboral" salienta-se precisamente este aspecto, donde se afirma que uma imagem intitulada passa a ser desta forma uma unidade indivizível...

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Vidas de Arrasto, 8 anos a navegar...

Pensava eu que esta exposição já estaria na gaveta... Mas, não cuspindo no prato onde comi, espero este ano encontrar 3 novos espaços para apresentar um trabalho fotográfico que embora já não seja actual no tipo de registo fotográfico, é sem dúvida primordial no despertar desta paixão! Dou particular destaque para os Navios Museu St. André e Gil Eannes, onde este documetário figurou para grande honra minha.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Gato de Rua

A silhueta tem o poder de tornar bidimensional a óptica de um espaço tridimensional. Ora vejamos, se em termos de conceito, a fotografia faz exactamente o mesmo, quantas dimensões terá uma fotografia de uma silhueta?
Creio que a dimensão do sentimento de repente figura pois que ao nos alhearmos do volume, nos concentramos na forma e essa é de uma riqueza clara...

quinta-feira, 17 de março de 2011

Busca pela luz...

A atenção mais uma vez parte do ponto nobre. Mas desta vez, o próprio olhar da pessoa (auto-retrato) nos conduz para o mesmo, que ainda mais é o centro da luz bem definido pelo halo de breu que o circunda de forma radial. O tema principal não poderia ser mais concreto...

segunda-feira, 14 de março de 2011

Rotinas que já vão sendo rotina...

Agora este trabalho está no IPJ de Faro. Seguirá directo para o Convento de S. José em Lagoa. Mas no entretetanto já esteve mais de 2 meses em Faro, em 3 espaços distintos. Ainda assim, a mortificante rotina tem levado alguns ou até muitos que querem ver a exposição a deixarem-na passar entre os dedos sem ser apreciada, criticada, vista ou até intencionalmente ignorada. Mais uma gritante expressão do tema desta exposição... A vida corre mas tendemos a não acompanhá-la!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Apanha-Bolas

Travou-se a Final do XIX Faro Future Hotel Monaco, Torneio de Ténis, no Sábado passado. No decorrer do dito houve 3 unidades hoteleiras preenchidas e dezenas de nacionalidades representadas. Só não houve noticias em proporção com o empenho de tantos atletas. Mas mais anónimos ficam ainda os apanha-bolas, que nem na fotografia verso. Pequenos, impúberes, lestos e quase silenciosos, estão na engrenagem de um máquina desportiva de elite.

Alma de peluche

"Dramatic vacant moment" é o título desta imagem. A sombra dura e o peluche abandonado no ponto nobre que a semiologia nos ensina, asseguram que algo se passa de dramático para lá do que o olhar pode escrutinar. O momento é vazio, mas algo na nossa mente recusa tal afirmação...

terça-feira, 8 de março de 2011

Geração Pink Floyd

"Dark Side of the Moon" é um paradigma para toda uma geração. Mas a face exposta não é menos misteriosa ou caprichosa. Para quem já a tentou fotografar, surge o halo inestético que atribui ao satélite um aspecto fosco. Contudo, uma forma de contornar este dilema é fotografar a lua durante a auróra ou ócaso. Nesta altura, a luz disponível no céu torna menos agressivo o contraste do reflexo da lua com a cor de fundo. Depois, é só escurecer o fundo, aclarar a própria lua e escurecer-lhes as manchas. Não parecendo, a fotografia foi tirada de dia.
Não obstante, o lado escuro da lua permanecerá um paradigma musical para a minha geração...

domingo, 6 de março de 2011

XXXIV Cross Internacional das Amendoeiras em Flor


O desporto não parece querer virar novas páginas no que respeita o registo fotográfico. Assim, enquanto outros se prendem às poderosas objectivas de 400mm na meta e as de 20mm a 35mm no ponto de partida no prisma da vista humana, há quem faça contra-picados a 16mm e use os 200mm nas entrevistas, "à queima ropa". Por vezes até parece que se narra uma história de intriga no corta-mato. Não obstante, não deixa é de me intrigar a pressão "chapa 5" e o desgaste exercido sobre os repórteres, que castra a criatividade e reduz a comunicação de cada imagem.